Desabafo

Caderno

O texto abaixo faz parte do projeto PH Poem A Day, do blog Central da Leitura.

Caso não esteja vendo o texto, clique em mais informações logo abaixo.

As palavras dele são eternas, para sempre e para sempre. E logo eu, que o ajudo a escrever suas histórias, que o ajudo a coloca-las no papel. Logo eu. Apenas eu não poderei saber como elas terminam.

Se fui eu que comecei suas histórias, não viverei para contar o final.

Seu fui eu aquele que veio no meio, jamais saberei mais do que algumas confusões.

Ah, e você também pode estar presente no fim. E jamais saber como começaram aquelas aventuras.

É triste, admito, mesmo assim é no mínimo gratificante ajudar a traçar, literalmente, todas essas histórias.

Não importa que digam que é perda de tempo, e que minha vida pode estar sendo gasta em vão. Sempre terei orgulho de dizer que sou a caneta — mordida, amassada, sem tampa e eximiamente usada.

Orgulho de dizer. Dizer que sou uma caneta. A caneta de um escritor.

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