Espelhos

Pois é, seres humanos e não-humanos. Mais uma segunda-feira se inicia e, com ela, outro texto. (Uhull! Clap, clap, clap. Vivaaa! Não? Então okay.)
O texto de hoje tem o tema espelhos. Incrivelmente, eu já escrevi um texto sobre isso aqui no blog ano passado, lembram-se? Não? Então aqui vai: clica aqui!
Bem, como sou um exemplo de escritora (só que ao contrário) não tenho a mínima ideia do que escrevi nesse texto antigo. Nada mais justo do que escrever um novo, não é?

Se quer ver se isso deu certo ou não, é só me seguir clicando em mais informações.

Olhei aquela superfície desconhecida.
Me disseram que era eu.
Eu.
Era eu, eles me disseram.
Mas não.
Não era.
Eu não estava lá dentro.
Estava aqui fora.
Estou aqui fora.
Não sou o que eles diziam que eu era.
Não estou onde eles diziam que estava.
Não estou dentro daquela superfície desconhecida.
Aquilo lá não era eu.
No máximo, uma imagem de mim.
Uma imagem distorcida do que eu era.
Uma imagem distorcida do que eu sou.

Insistiram em dizer que aquilo lá era eu.
Não era eu.
Sei o que eu sou.
Superfície desconhecida que só queria me enganar.
Superfície desconhecida que servia para fazê-los tentar me enganar.
Não podem dizer o que sou ou não sou.
Ninguém me criou.
Eu me criei.
Só eu sei quem e o quê eu sou.
Eu não sou aquilo.
Aquela imagem lá dentro não era eu.

E EU NÃO SOU LOUCA!
LOUCOS SÃO VOCÊS QUE ACHAM QUE PODEM ESTAR DENTRO DAQUILO!
LOUCOS SÃO VOCÊS QUE ACHAM QUE EU POSSO ESTAR DENTRO DAQUILO!
Nem mesmo essas amarras que me colocaram serão capazes de mudar meu pensamento.
Eu não sou aquilo.
Eu não estou lá dentro.
Loucos são vocês,
que acham que podem ser uma imagem.

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