Escravos da inspiração

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Olá, seres humanos e não-humanos!
Se você é daqueles que tem que esperar a inspiração bater com força para escrever, então talvez esse post seja para você. Não que haja problema em escrever apenas quando se sente inspirado, isto é, se você não sentir falta de fazer isso nos seus momentos não produtivos. Afinal de contas, você gosta de escrever ou de inspiração?

Sim, hoje o post vai se ater apenas à escrita em si, porque esse é um ponto em que não posso generalizar todas as formas de produção de arte, vez que não sei se a abordagem proposta se enquadrará. Então, por favor, eu vou pedir que continue a ler clicando em mais informações. Contudo, se você achar que o texto não terá a menor valia para você, apenas feche a página e volte aos seus afazeres. Vamos começar?

O primeiro ponto é: você gosta de escrever? Quanto você gosta?
Porque, antes de tudo, esse é o fator mais importante, ou a sua vida pode virar um verdadeiro inferno ao ponto de você nunca mais querer ver caneta e papel em branco na sua frente.

Depois, se você não estiver em um momento não-inspirado agora, tente se lembrar de uma dessas ocasiões. Como você se sente? Digo, você sente falta de escrever quando não está inspirado? Porque esse é o segundo ponto mais importante de todos. Há dois tipos de gente que escreve: os que vivem para escrever, e os que escrevem para viver.
Se toda vez em que você está sem rabiscar uma única linha você se sente mal, como se estivesse faltando uma parte de você. Se você fica de mal humor, depressivo ou, simplesmente, perdido, é porque faz parte do segundo grupo.
Se você é como eu, então eu sugiro parar de esperar a inspiração bater, porque ela pode demorar longos períodos para surgir, e você não vai estar completo por um grande tempo.

Se você espera a inspiração chegar, está se deixando fazer de escravo, produzindo só o que ela quer que você produza do jeito que ela quiser. E, veja só, não há nenhum problema em escrever quando você está inspirado, o problema está em escrever apenas quando está inspirado. Entende a diferença?

Nós temos que aprender a escrever por nós mesmos, quando quisermos e do jeito que quisermos. Devemos provar para nós mesmos que somos maiores e mais fortes que uma condição inexplicável que nos impulsiona a criar. Devemos ser escritores em tempo integral. Pensar letras ao olhar para a TV, andando na rua ou observando o pó da parede que caiu no rodapé.
Usar a inspiração no lugar de ser usado por ela.

Se ficarmos dependendo da inspiração, acabaremos sendo escritores de ocasião, de vez ou outra na vida. E, a não ser que seja esse o seu objetivo, escreva mesmo quando a inspiração não bater, contanto que queira fazer isso.
Sente e faça palavras surgirem. Pode apagar, jogar fora, amassar o papel, trocar de caneta. Tudo vale, mesmo que nenhum material significativo saia dali, dê a si mesmo a sensação de estar escrevendo. Esse já é um belo início.

Não vou mentir dizendo que o resultado sempre é bom, mas é quase o mesmo que escrever algo incrível em uma madrugada qualquer e, de manhã, ser uma bela porcaria.
O importante, é não sentir o vazio.

Mas, se você for tentar escrever e só estiver se sentindo ainda mais mal. Se suas palavras parecerem amontoados peçonhentos de coisa ruim e você simplesmente não conseguir extrair algo bom de nada nesse mundo, talvez o seu caso seja um bloqueio criativo. Nesse caso, não se force, para não correr o risco de desgostar de uma coisa que você tanto ama.

Concluindo, não há nenhum problema em seguir a inspiração, contanto que você não dependa dela. Mas, se ainda assim preferir seguir esses instintos criativos que cismam de te visitar esporadicamente, seria interessante aprender a controlá-los. Então, inspire-se! Vá atrás da inspiração no lugar de esperar que ela venha até você.

Boa sorte com os seus projetos e, lembre-se, você não está sozinho. Estamos todos no mesmo barco. Todos nós, escritores, no mesmo caminho sem volta.

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