Estrelas

Olá, seres humanos e não-humanos!
Mais uma segunda-feira e, com ela, mais um texto. O tema de hoje é: estrelas. E aí? Estão prontos?

Não as toco porque não alcanço. Mas as olho como se nada além delas existisse. Me chamam para ser uma delas, eu tenho certeza. Disseram-me que quando meu tio avô morreu, ele virou uma estrela. Mas, então, isso significa oque? Elas estão me chamando para… morrer?
Longe de mim; oh, estrelas; ainda tenho muito o que fazer por aqui. Eu juro, juro, com toda certeza, que todas as coisas ainda me prendem aqui. Não  as destrato, de forma alguma. Olha quão lindas vocês são. Tenho certeza que são feitas de açúcar, e se não forem, serão notas da mais belíssima canção.
Brilhem e brilhem, incessantes. Mas, por favor, deixem-me viver. Meu tio avô pintou um quadro estrelado, cinco dias antes de morrer. Agora eu, aqui, sozinha, acho que a vez agora, é minha. Sou muito jovem ainda, para me tornar futura estrelinha.

Estrela, estrela. Brilhe aí.
Esse texto é para ti.
Mas não venha buscá-lo.
Viajar à Terra custa caro.
Pode deixar que eu o entrego.
Em suas próprias mãos.
Quando for a hora certa, me encarrego.
A cantar para ti essa bela canção.

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