Ser?

Olá, seres humanos e não-humanos. Bem vindos a mais um post.
Hoje, temos o texto de uma convidada especial, Olívia Fiorenzano, que nos desafia com um poema cheio de mistérios e reflexões. Está pronto para encarar? É só clicar em mais informações aí embaixo.

Me dizem que sou tanto
Mas não me dizem o que sou
Não me dizem o que é ser
E também não são o que dizem

Importa ser? (Ser?)
Diante de tanto espaço? (Espaço?)
Diante de tanto tempo? (Tempo?)
Diante de tantas vidas? (Vida?)
Diante de tantas mortes? (Mortes?)

Me dizem para viver intensamente
Para ser feliz, triste, sofrer, rir
Mas há tanta gente rindo, feliz
Mas há tanta gente sofrendo, triste
Um, três, milhões mais felizes que eu
Dois, quatro, bilhões mais tristes do que eu

Me disseram para ser
Enquanto ouço gritos
De amor, de dor
Eu ouço, eu sei que está gritando
Me desculpe, não falo a sua língua
Não sei o que você sente, não sinto, não sou
Mas sei que está aí, eu sei, eu sou

Para que serve ser?
Enquanto ouço tantos, tantos gritos?
Enquanto há o grão e a galáxia
Deuses, Deus e Homens
Fortuna e fome, amor e dor
Enquanto há coisas tão grandes, pequenas
Tão maiores que ser
Tão menores que ser

Tic tac, alguém nasceu, alguém morreu
O tempo passa, pra que isso? (Tempo?)
Gritos, vozes, não entendo
A cada verso uma morte, uma vida
Pra que ser?
Por que eu sofro, sem saber o que é sofrer?
Por que eu vivo, sem saber pra que viver?
Há tanta vida em mim quanto fora
Como uma só palavra pode ser tanta coisa?

Olívia Fiorenzano
é uma pessoa meio sem noção,
curiosa demais e escreve quando dá na telha:
ou seja, quase nunca.
Gosta de gatos e acredita que o mundo é bem cinza,
não preto e branco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe a sua opinião! Ela é muito importante para mim.

© Giulia F Ferreira - 2016. Todos os direitos reservados. Criado por: Giulia F Ferreira. Tecnologia do Blogger.