Adeus

Olá seres humanos e não-humanos!
Sejam bem-vindos a mais uma segunda-feira aqui no blog. Hoje, o tema é despedida. Conseguiremos nós vencer tamanha dor em formato de tema? Se quiser tentar a sorte, é só clicar em mais informações.

Ele levantou o braço, vendo o amor da sua vida ir embora de vestido florido e sapatilhas vermelhas. Mas parou no meio do caminho, com metade do braço erguido enquanto ela se afastava.
Um chapéu de palha em estilo praiano decorava seus lindos cabelos castanhos, que desciam ondulados na frente do corpo. O sorriso que estava nos lábios dela era apenas uma lembrança, não uma imagem atual.

Tímida, ela gesticulou um tchauzinho, séria. Só então o homem teve coragem para terminar de erguer o braço e dizer adeus.
Então ela entrou no táxi amarelo, cujo motorista já esperava impaciente que a moça adentrasse o veículo e parasse de olhar nos olhos daquele estranho de camisa branca social e jeans rasgado. A porta se fechou com um clique cuidadoso, de quem tinha prática em fazê-lo. E o táxi deu a partida, demorando apenas alguns segundos para encontrar a brecha que o pusesse de volta ao trânsito.

Olhando-se mutuamente através da janela fechada, não tinham coragem de fazer nada além de se encararem. O peito do homem já sentia o vazio que ela deixava. Com um sorriso apagado, a moça gesticulou um adeus com os lábios, que o outro leu sem muita dificuldade.

E foi só.

E ele lá, parado na calçada de uma das ruas mais movimentadas do centro da cidade, olhando para o nada. Olhando para onde estivera o táxi minutos antes.
Deixou escapar um suspiro triste, acusando-se de tamanha covardia.

“Eu te amo”, falou para o vento. Três palavras simples, mas com uma carga de responsabilidade tão imensa.

A verdade verdadeira que ele nunca tivera coragem de confessar à outra.

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