Quando estamos tristes

Olá seres humanos e não-humanos!
Já pararam para pensar em como é muito mais fácil criar quando estamos na profunda e completamente tristeza fosfóssica (“da fossa”) depressiva? Agora, por que será que isso acontece? Não lhes trago uma resposta para essa pergunta, mas uma reflexão a respeito. Se quiser conversar, é só clicar em mais informações.

“Quando a gente está feliz a gente vai comemorar, não escrever.” Literatura, minha professora

Essa frase foi dita pela minha professora em uma das nossas aulas, e eu jamais consegui me esquecer dela, afinal de contas, é a mais pura verdade. Quem, em sã consciência, está super ultra mega feliz e fala “Ah, acho que vou escrever”? Só um louco. Hehe.
Mas aí é que entra a questão. Por quê? Por que sentimos essa necessidade de escrever justo quando estamos mal?

Meu palpite é que isso é ocasionado pela nossa necessidade de desabafar. Jogar no papel todos aqueles sentimentos, por mais que você não saiba o que os está causando. É um alívio e tanto, admito.
Não sei explicar como funciona, mas é só rabiscar algumas montanhas de palavras para se sentir mais leve.

Além disso, ainda tem o bom sentimento de mascarar um pouco o que aquilo quer significar. Um papel em branco não quer saber nomes, não faz perguntas difíceis e nem que vê-lo feliz novamente. Ele só fica lá parado, pacientemente ouvindo as suas lamentações e formato de versos e frases.

“O papel é mais paciente que as pessoas” Anne Frank

E isso, é claro é uma bela ilustração de porquê tão belíssimos poemas são, em sua maioria, canções fúnebres de amores não correspondidos, sofrimento e pesar.
Escrever pode ser tanto um tratamento quanto um veneno, eu diria. Afinal de contas, tão fácil quanto é se livrar dessa “depressão”, também o é cultivá-la. De qualquer maneira, nem sempre queremos deixar de estar mal, não é verdade?

Eu, por exemplo, só escrevo poemas quando estou nesse estado (tirando os do blog, claro). Se eu não estiver triste, meu cérebro simplesmente não pensa rimado -- O que não significa que eu estou parada, porque é nesses períodos que acabo me dedicando bastante aos meus romances.

Sabe o mais mágico disso? Estar triste não significa, exatamente, que você vai escrever, apenas, textos depressivos (embora essa seja quase uma regra, admito). Logo, o poder terapêutico da escrita pode tanto cultivar esse sentimento quanto findá-lo. Basta você saber administrar o que cria.

E você? O que acha a respeito? Concorda comigo?
Com qual sentimento você escreve melhor?

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