A Bruxa na cabana

Olá, seres humanos e não-humanos!
Aqui estamos nós outra vez. Outra segunda-feira, outro texto, não é? Nada mais justo. O tema de hoje foi sugerido por uma amiga e era tão específico que eu tive que torna-lo mais genérico, hehe. E agora? O que faz a Bruna em uma cabana no meio da floresta? Para descobrir, é só clicar em mais informações.

O vento soprava. Ele soprava todo dia, não era uma novidade.
Ali perto, por trás de algumas árvores, um rio corria. Ele corria sempre, tão apressado.
Do lado de fora, os passarinhos cantavam. Não se cansavam nunca, da manhã ao anoitecer, todo santo e todo profano dia. Eles não cansavam de tanta alegria?
Ali dentro daquela cabana de madeira bolorenta, a Bruxa olhava sem ver o fogo queimar sob o enorme caldeirão, produzindo o confortável som do crepitar das chamas. Confortável de escutar ao lado da fervura do líquido denso no interior. Exalava um cheiro maravilhoso de destino.
Ali no meio da floresta era sempre a mesma coisa, sempre o mesmo som, sempre a mesma sopa de ervilha que fazia-se sobrar dia após dia porque nunca tinha qualquer viajante para lhe dividir a refeição. Triste vida de uma bruxa presa em uma cabana.
Presa, sim. Não escolhera estar ali, mas as fadas do lago lhe rogaram uma maldição. Não haveria de nunca fazer mal a ninguém.
Pobre Bruxa, pobre Bruxa. Ela só queria dividir um pouco de sopa de ervilha em sua solidão.

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