Carta ao amor

Olá, seres humanos e não-humanos!
Hoje é a quinta-feira em que recebemos uma visita com um texto incrível. A convidada, dessa vez, é uma pessoa que escreve poemas nada menos que incríveis, aos quais eu sou adicta, sem pensar duas vezes.

Então, fiquem com essa magnífica carta ao amor, e feliz dia dos namorados. ;)

Indescritível é a sensação de ser babaca.
Acreditar no romântico amor que me foi prometido.
Mentira tua, de pernas compridas, correu por quilômetros.
Arrebatadas foram, mas guardaram grande estrago.
É como um bater de asas, uma luz acesa.
Agora vejo a real escuridão em que me encontro.

Sofri, não digo que em vão.
Sofro como um podre sonhador.
Amante em furor
Tu juraste diante de meu pé
Da ilusão nada sabia
Leve contigo meu amargor, enganador.

Satisfação vil em meu penar.
Estás enfim a gargalhar?
Não ouço teu perdão.
Nem quero se o preço for
Aturar-te mais uma vez, Amor.

Eustácia Soares

 

Nasci numa cidade pequena no interior do Rio de Janeiro, Valença,
da qual sonhei em sair desde que percebi a calmaria onde morava.
Amante do barulho, dos cheiros e da vida de uma cidade grande,
encontrei meu pouso na cidade do Rio.
Vinda de um longo período escondendo minha escrita,
retornei graças a um caso acachapante de amor não correspondido,
permitido, apenas pelos meus 17 anos.
Que a inconstância do meu poema termine o trabalho
de me descrever.

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