Página em Branco

Olá seres humanos e não humanos que aparecem aqui no meu blog! Como que vocês estão? Bem? Espero que sim. Hoje, assim como toda santa segunda-feira, temos mais um texto! Yey! O tema de hoje é como diz o título: páginas em branco. Está pronto pra encarar? É só clicar em mais informações aí embaixo! E boa sorte pra nós.

A caneta não escreve palavras sozinha, mas então eu pareço incapaz de fazer isso por ela. Dizem que a primeira página, a primeira linha, são as mais difíceis. A ponta da caneta ainda paira sobre a folha. Imóvel. Não pinga tinta de uma esferográfica. Nenhuma palavra parece boa o suficiente para dar início a algo tão maravilhoso. Maravilhoso? Não é maravilhoso. Não deve nem ao menos ser bom, afinal de contas, não consigo escrever nem pensar em nenhuma palavra. Afinal, por que supervalorizamos nossa capacidade de pensar? Tão inútil artifício que nos faz sentir superiores… Desnecessário. Eu só queria escrever uma palavra. Só uma palavra. Penso em várias. Amor; já está passado. Guerra; a gente vê todo dia. Saudades; nada mais que consequências das duas ideias anteriores. Branco; pareceu uma boa ideia. Branco não é cor nenhuma, ao mesmo tempo em que é todas as cores. Completa antítese, ou viria a ser o paradoxo? Não me importava. Branco. Branco seria a primeira palavra. Branco. Olhei a folha, folha limpa, vazia. Em branco. Branco. Não fazia sentido sujar aquela folha com uma palavra que já a possuía. Pousei a caneta. Às vezes é melhor que certas páginas continuem vazias.

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