#4 No fim do túnel


O que queria comigo?
A pergunta ressoava no meu crânio, assim como ressoou no meu quarto quase vazio quando não obtive resposta.
Entrei, enfim fechando a porta para a sacada. Meus olhos já haviam acostumado-se a escuridão.
As molas do meu colchão velho rangeram. Estiquei o braço, encontrando na primeira gaveta do criado mudo um maço de cigarros pela metade.
Fazia meses que não acendia um, mas gostava da ideia da tentação de tê-los por perto.
— O que está fazendo? — voltara, o tom acusativo.
Daquela vez, eu que ri.
Consetânea mania a sua em intrometer-se onde não o chamaram. — ironizei.

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